Posse ALB-MG/ZMM: Manhuaçu Inaugura Um Novo Capítulo Cultural
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Posse ALB-MG/ZMM: Manhuaçu Inaugura Um Novo Capítulo Cultural

Em 20 de junho de 2026, Manhuaçu sediou a fundação da Academia de Letras do Brasil – Seção Minas Gerais e Seccional Zona da Mata Mineira (ALB-MG/ZMM), um marco cultural que vai além de um simples evento. Com essa iniciativa, a cidade passou a ser oficialmente reconhecida como a capital da literatura da Zona da Mata Mineira.

20 de junho de 20265 min de leitura
Posse ALB-MG/ZMM: Manhuaçu Inaugura Um Novo Capítulo Cultural

"Quando a palavra se torna território"

Na tarde de 20 de junho de 2026, Manhuaçu não viveu apenas mais um evento, testemunhou o nascimento de uma ideia que ultrapassa o tempo: a fundação da Academia de Letras do Brasil – Seção Minas Gerais e Seccional Zona da Mata Mineira (ALB-MG/ZMM). Em meio às montanhas que guardam histórias e silêncios, a cidade assumiu um papel simbólico e concreto: tornar-se, agora oficialmente, a capital da literatura da Zona da Mata Mineira.

Ali, entre vozes, livros e memórias, um coletivo de 40 acadêmicos fundadores, 17 honorários e 3 representantes internacionais, vindos dos Estados Unidos, Cuba e Portugal, reuniu-se para afirmar algo essencial: a palavra ainda constrói mundos.

A solenidade, realizada na sede do Instituto Gotland, reuniu representantes de 22 cidades. Mais do que uma cerimônia formal, foi um encontro de consciências, escritores, artistas, educadores e sonhadores que acreditam na literatura como instrumento de transformação. Na mesa de honra, oito lideranças acadêmicas da região simbolizavam a união de diferentes trajetórias em torno de um mesmo propósito: fortalecer a cultura literária como ponte entre pessoas e territórios.

Presidida pelo Dr. Mauro José de Morais, líder da Academia de Letras do Brasil em Minas Gerais, a sessão oficializou a criação de uma estrutura que abrange 154 municípios. Ao seu lado, o comendador Fabrício Santos assumia o papel de presidente fundador da ALB-MG/ZMM, trazendo consigo não apenas um título, mas um compromisso: o de ampliar horizontes para talentos muitas vezes invisíveis. E se a institucionalidade dava forma ao momento, a arte lhe dava alma.

Ao longo da programação, a palavra ganhou corpo em apresentações poéticas, música e dança. O próprio Fabrício Santos conduziu o coral de alunos do Instituto Gotland e, em seguida, deixou-se conduzir pela música, acompanhado pelo acordeom de Estevan Caldeira Rhodes. Em outros instantes, vozes vindas de Manhuaçu, Ipanema, Reduto e Pocrane ecoaram poemas que falavam de pertencimento, memória e existência.

Havia ainda jovens, talvez o sinal mais promissor daquele encontro, que recitavam versos como quem planta futuro. Mariana Coelho Mendes Picada eternizou em voz o poema “Eternizando a Arte”. Samuel Santana, Lara Almeida e um grupo de adolescentes mostraram que a literatura, quando compartilhada, deixa de ser herança e se torna experiência viva.

A arte também se expandiu para além das palavras. A “Exposição Literária” reuniu obras de acadêmicos fundadores e honorários, convidando o público a percorrer páginas que carregam identidades diversas. Paralelamente, um workshop de desenho digital, conduzido por Fábio Santos e Thay Ruan, revelou que o gesto criativo não conhece limites de linguagem, seja no papel, na tela ou na imaginação.

E como toda criação exige reflexão, a presença da Dra. Maria Suely Farias Cunha trouxe um olhar que conectava literatura e responsabilidade. Em sua palestra, abordou temas urgentes como meio ambiente e sustentabilidade, lembrando que a escrita também é uma forma de cuidar do mundo. Reconhecida nacionalmente, com obra concorrendo ao Prêmio Jabuti 2026, recebeu homenagens que reforçam sua relevância intelectual, incluindo o título de Doutora Honoris Causa em Sustentabilidade, concedido pelo Instituto Gotland Group.

A academia que nasce em Manhuaçu é, portanto, mais do que uma instituição: é um movimento. Um convite para que escritores independentes encontrem espaço, apoio e visibilidade. Um chamado para que cidades inteiras se reconheçam em suas próprias narrativas. Um gesto de resistência em tempos em que a pressa muitas vezes silencia a profundidade.

Em seu discurso, Fabrício Santos falou de desafios, mas também de possibilidades. Falou de abrir portas, de descobrir talentos e de construir uma rede onde a palavra circule livremente. “Nossa academia terá autonomia em seu trabalho”, afirmou, sinalizando que a descentralização é, também, um caminho para democratizar a cultura.

Ao final da solenidade, um gesto simbólico reforçou a continuidade das instituições: a transmissão da presidência da Academia de Ciências, Letras e Artes de Minas Gerais (ACLA/MG) para Grazielle Sabino, enquanto Fabrício Santos passa a ocupar o lugar de presidente fundador benemérito. Um ciclo se encerra para que outro se inicie como em toda boa narrativa.

Talvez seja essa a essência do que aconteceu em Manhuaçu: um ponto de inflexão onde passado, presente e futuro conversam. Onde a literatura deixa de ser apenas registro e se torna ação. Onde academias não são apenas espaços de consagração, mas também de acolhimento.

Porque, no fim, criar uma academia de letras é, antes de tudo, um ato de fé, uma fé de que as palavras ainda importam, de que histórias ainda precisam ser contadas e de que, mesmo em meio ao ruído do mundo, há sempre espaço para o silêncio significativo de um poema. E, naquele 20 de junho, Manhuaçu escreveu o seu.

Instituto Gotland

Equipe editorial

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Henrique Fabry

Evento foi simplesmente sensacional! Parabens aos envolvidos!!

Grazielle Sabino

Mais do que uma cerimônia formal, foi a união de diferentes trajetórias em torno de um mesmo propósito. Parabenizo todos os confrades e confreiras que foram empossados e assim como eu , assumiram a nobre missão de preservar a memória cultural, artística e literária, garantindo um legado duradouro para a experiência coletiva. Que possamos ir além!

Rita de Cassia Souza Santos

Evento Cultural espetacular! Parabéns Fabrício e a todos os acadêmicos que tomaram posse! Parabéns Grazielle pela presidência da ACLA MG! Com certeza você fará um excelente trabalho também, dando continuidade as conquistas que o Fabrício conseguiu! Sucesso pra vocês!

Ivan Sabino

Um dia histórico para a literatura na Zona da Mata Mineira, para Minas Gerais e para todo o Brasil. O que vivenciamos neste dia 20/06/2026, ficara eternamente em nossa memória. Uma honra imensa ser partícipe de tão grandioso e marcante evento. Parabéns a todos os nobres confrades e confreiras, em especial, ao Presidente da ALB/ZMM, Comendador Fabrício Santos, e ao Presidente da ALB-MG, Dr. Mauro Morais pela iniciativa ímpar e inovadora.