Reportagem de capa· Abertura e capítulos
O legado que se desperta
De Manhumirim a Ponte Nova, a trajetória de uma autora que reúne literatura, artes, comunicação e participação cultural sob o compromisso de escutar e ampliar a voz de outras pessoas.
Comendador Fabrício Santos
Editor-Chefe
Revista Legacy Magazine – Editora Gotland
Vol. 1, n. 7 (22 setembro 2026), p. 6–27
Há histórias que se deixam contar por uma sequência de datas; outras exigem um vocabulário mais próximo dos encontros que produzem. A de Grazielle Souza Santos Sabino pertence ao segundo grupo. Natural de Manhumirim e residente em Ponte Nova, Minas Gerais, a escritora, artista e participante de instituições culturais encontra na própria cidade onde vive uma imagem que atravessa sua apresentação pública: a ponte. Não como enfeite verbal, mas como maneira de pensar a passagem entre origens e possibilidades, vida privada e presença pública, expressão individual e escuta coletiva. Na edição de setembro de 2026, a Legacy Magazine acompanha essa imagem para compreender a mulher por trás dos títulos e a intenção que articula suas diferentes frentes de trabalho.
Grazielle aparece nos documentos desta edição como poeta, cronista, contista, revisora, artista plástica, artesã, empreendedora e agente de articulação cultural. Seria possível reunir essas palavras em um currículo. A opção jornalística é outra: procurar aquilo que faz a diversidade de ocupações ganhar unidade. Em seu depoimento preparado para a revista, o centro declarado não é uma função específica, mas a responsabilidade com o que se diz e com quem encontra espaço para dizer. A palavra surge simultaneamente como matéria de criação, instrumento de aproximação e direito de pessoas que nem sempre se reconhecem autorizadas a falar.
A reportagem continua no número completo
O texto integral está nas páginas 6–27 do PDF.
Nesta reportagem
21 capítulos
- 01Nota de abertura: uma capa sobre aquilo que a palavra pode abrirp. 6
- 02A ponte começa pela palavrap. 8
- 03Manhumirim e Ponte Nova: uma geografia afetivap. 9
- 04Uma mulher de palavra, antes de qualquer títulop. 10
- 05Quando a escrita encontra o direito de expressãop. 11
- 06Sororidade: da declaração à rede de apoiop. 12
- 07A literatura como lugar de encontrop. 13
- 08Obras, coletâneas e o cuidado com as datasp. 14
- 09Arte, artesanato e o trabalho das mãosp. 15
- 10Direitos humanos e a responsabilidade de comunicarp. 16
- 11A comunicação não violenta sem slogansp. 17
- 12Academias: a cadeira como compromissop. 18
- 13A presença feminina na gestão culturalp. 19
- 14A família como origem e destinop. 20
- 15A fé como fundamento de sentidop. 21
- 16Antologias de direitos humanos e trabalho coletivop. 22
- 17Títulos, reconhecimentos e os limites do registrop. 23
- 18O que significa deixar — ou despertar — um legadop. 24
- 19Uma edição que escuta a própria homenageadap. 25
- 20A próxima travessiap. 26
- 21Dossiê editorial: a trajetória em registrosp. 27
Como citar
SANTOS, Fabrício Souza. O legado que se desperta. Revista Legacy Magazine: Editora Gotland, Manhuaçu, v. 1, n. 7, p. 6–27, 22 set. 2026. Disponível em: https://www.institutogotland.com.br/revistas/v1-n7/reportagem-de-capa. Acesso em: 5 out. 2026.

